A China é uma das civilizações mais antigas de que se tem registro. Sua primeira dinastia data de cerca de 221 a.C. e, antes disso, já era uma sociedade organizada. Ao longo de sua história, diversas invenções podem ser creditadas aos chineses. Entre elas, estão as importantíssimas invenções do papel e do macarrão.

Uma das invenções chinesas que mais tiveram impacto na história mundial foi a pólvora. Esta substância pode ser classificada em duas categorias: propelente e explosiva. A diferença entre as duas é o tempo de queima (de combustão) do produto, que na forma propelente é mais lenta, aquela utilizada em munições.

A chamada “pólvora negra”.

Constituída de salitre (ou nitrato de potássio), carvão e enxofre, a pólvora é uma mistura química extremamente explosiva e com potencial de combustão (de queimar). Descoberta de maneira acidental por volta do século IX, a mistura química da pólvora foi se adaptando aos diversos usos. E este eram muitos: utilizadas na caça, na abertura de minas de exploração mineral e, o uso mais conhecido, em armas de fogo.

Seu uso militar teve início no século X, em foguetes e bombas explosivas lançadas através de catapultas. O uso militar da pólvora se espalhou então para o Japão e para a Europa. Ela foi muito útil nas cidades chinesas desde o princípio de sua criação, pois ajudava na defesa do território, frequentemente ameaçado por invasões estrangeiras.

 

Por proporcionar um fenômeno lindo e destrutivo, pólvora é encontrada em várias manifestações culturais das etnias presentes na China. O elemento fogo, presente na utilização da pólvora, tem grande significado na cultura chinesa. A pólvora está presente em uma invenção chinesa utilizada massivamente em comemorações pelo mundo: os fogos de artifício.

Tal importância está presente nas obras do mundialmente reconhecido artista chinês Cai Quo-Qiang, que realiza obras de artes utilizando o poder de explosão da pólvora, como podemos ver na imagem abaixo.

 

Obras do artista Cai Quo-Qiang.

 

Por Mariana Madrigali

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