A região, que já serviu como portos das dinastias Tang e Song devido a sua profundidade natural, hoje chama atenção mundial na mídia devido às manifestações contra um projeto de lei.

Hong Kong faz parte da China?

Hong Kong é um território pertencente a China mas que possui  alto grau de autonomia política, sendo denominada uma Região Administrativa Especial (uma RAE, assim como Macau). O conjunto de ilhas é uma das áreas mais povoadas do mundo, o que pode ser notado na quantidade de pessoas presentes nos protestos que têm tomado as ruas de Hong Kong nos últimos dias.

O projeto de lei e seu impacto

Os hong-kongueses que vão às ruas acreditam que o projeto de lei que facilita a extradição será prejudicial a Hong Kong, e irá tornar a cidade mais submissa ao governo comunista chinês. A maioria teme que Hong Kong se torne mais uma grande cidade chinesa, subordinada a todas as decisões do Partido Comunista da China. O projeto de lei trata de extradições de suspeitos para a China continental, onde seriam julgados. Segundo os manifestantes, essa lei iria tornar os opositores do Partido Comunista da China refugiados em Hong Kong mais vulneráveis, além de colocar em xeque sua autonomia política.

 

 

O governo de Hong Kong afirma que essa lei tornaria mais difícil que criminosos da China continental utilizassem Hong Kong como um refúgio. Essa questão hoje representa um risco para o status “livre” da cidade de Hong Kong e também a seu sistema legal independente.  Hong Kong tem tido uma vida política agitada nos últimos anos com a crescente interferência de Pequim e esse projeto de lei não é visto com bons olhos.

 

As manifestações

Com quatro dias de protestos, tendo início no domingo (9), a repressão contra as manifestações tende a aumentar. Confrontos nas manifestações foram registrados nesta quarta-feira (12) quando manifestantes tentaram invadir o Parlamento da Cidade (às 4h da manhã no horário de Brasília). A polícia fez uso de cassetetes, gás lacrimogênio e gás de pimenta, o que justifica o uso de seus guarda-chuvas. O uso dos guarda-chuvas em protestos em Hong Kong começou em 2014 (em protestos pelo voto universal para chefe do Executivo) justamente com o propósito de evitar os ofensivos policias, como gás de pimenta. Além de tentar invadir o Parlamento, manifestantes também bloquearam as principais estradas de Hong Kong. Diversas empresas se mobilizaram nas redes sociais para a greve que ocorreu nesta quarta-feira (12).  Além dos manifestantes e empresários, sindicatos de companhias aéreas e de motoristas de ônibus demonstraram apoio aos manifestantes. O projeto de lei teve, então, seu debate interrompido.

 

Manifestação contra projeto de lei em Hong Kong no domingo (9).

 

Por Mariana Madrigali

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