Neste artigo, a China Vistos finalmente fala sobre uma das regiões mais famosas do gigante asiático: Hong Kong. Apesar de ser diferente das demais regiões chinesas graças a um passado tumultuoso – pois, assim com Macau, faz parte da categoria das Regiões Administrativas Especiais -, a ilha é muito famosa por sua cultura ocidentalizada, pela identidade própria que formou e por sua riqueza. Entenda melhor o porquê dessa originalidade e conheça seus pontos turísticos!

 

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A beleza da Ilha de Hong Kong

 

Hong Kong: Um país, dois sistemas

Em 1984, o presidente Deng Xiaoping aplicou na China o princípio de dois sistemas econômicos em paralelo: o sistema centralizado e comunista e o sistema capitalista de livre mercado (controlado, porém, por parte das autoridades governamentais), que deveriam coexistir no país. Como um dos principais centros financeiros internacionais, Hong Kong tem uma grande economia de serviço capitalista caracterizada pelo baixo nível de impostos e pelo livre comércio, sendo que a sua moeda, o dólar de Hong Kong, é a oitava mais negociada no mundo. Hong Kong também tem um dos maiores PIB per capita do mundo.

Hong Kong tem várias boas colocações em classificações internacionais de vários temas. Por exemplo, sua liberdade e competitividade econômica e financeira, qualidade de vida, percepção de corrupção e Índice de Desenvolvimento Humano (0,917 atualmente, figurando na 12ª posição) estão todos classificados nas mais altas posições. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que Hong Kong tenha a segunda maior expectativa de vida do planeta.

 

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A medida de dois sistemas foi lançada inicialmente em Hong Kong, a partir das negociações feitas pelos chineses com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, nas quais foi decidido que a região manteria o sistema de livre mercado em vigor. Decidiu-se, portanto, o futuro de Hong Kong, uma vez que o contrato de cessão da ilha de Hong Kong para o Reino Unido expirou em 1997 em consequência da Guerra do Ópio; a partir daí, a República Popular da China se reapropriou parcialmente da ilha, definindo-a como uma Região Administrativa Especial. A iniciativa de divisão territorial visa respeitar a identidade local (ocidentalizada como Cantão e Shanghai) e não desestabilizar a economia do país.

 

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Hong Kong é uma das regiões mais populosas e prósperas do mundo

 

O princípio de “um país, dois sistemas” foi aplicado em todas as RAE’s (Regiões Administrativas Especiais). No caso abordado aqui, esse princípio tem a ver com o fato de que, apesar da prática do socialismo na República Popular da China após a reunificação da ilha ao país em 1997, Hong Kong, que era uma antiga colônia do Reino Unido, poderia continuar a praticar o capitalismo sob um alto nível de autonomia por 50 anos após a reunificação. Desse modo, as previsões indicam que, caso a China novamente respeite as ordenações às quais está submetida, em 2047 a ilha deverá aderir ao modelo econômico vigente na maior parte do país.

O estabelecimento dessas regiões, chamadas de Regiões Administrativas Especiais (RAEs), é autorizado pelo Artigo 31 da Constituição da República Popular da China, o qual permite que o Estado estabeleça RAEs, quando necessário, além de sustentar que os sistemas a serem instituídos nelas devem ser decididos por lei decretada pela Assembleia Popular Nacional.

 

O lugar onde o Oriente encontra o Ocidente

 

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Estátua de Bruce Lee representa a cultura local

 

Hong Kong é frequentemente descrita como o lugar onde “o Oriente encontra o Ocidente”, refletindo a combinação da cultura de raízes do território chinês com a cultura trazida a ela durante seu tempo como colônia britânica. Uma das contradições mais perceptíveis é o equilíbrio existente em Hong Kong entre a vida moderna e as práticas tradicionais chinesas. Conceitos como feng shui são levados muito a sério, com projetos de construção caros, muitas vezes com a contratação de consultores especializados, e muitas vezes são consultados para realizar ou acabar um negócio comercial. Outros objetos, como os espelhos Ba Gua, ainda são utilizados para desviar os maus espíritos e os edifícios raramente contam com pisos que possuam o número 4, devido à sua semelhança com a palavra “morrer” no idioma chinês. A fusão de Oriente e Ocidente também caracteriza a culinária de Hong Kong.

Hong Kong é um reconhecido centro mundial do comércio e se autodenomina um “centro de entretenimento”. Suas artes marciais como gênero de filme ganharam um alto nível de popularidade nos anos 1960 e 1970. Diversos executantes e artistas marciais têm origem em Hong Kong, como, por exemplo, Bruce Lee (destaque, reconhecido mundialmente), Jackie Chan, Chow Yun-Fat e Yuen Woo-ping. Uma série de filmes, diretores e produtores de Hong Kong também alçaram fama em Hollywood, como John Woo, Wong Kar-wai (Diretor do cult Amores Expressos) e Stephen Chow (Diretor da comédia Kung Fusão). Muitos filmes dos citados artistas ganharam reconhecimento internacional. Hong Kong é também um centro de música pop, que influencia e é influenciado por outras formas de música chinesa e gêneros ocidentais, possuindo uma grande base de fãs multinacionais.

Temos um artigo exclusivo voltado às produções audiovisuais chinesas. O texto, entretanto, focaliza na parte predominante da República Popular da China, isto é, a que não tem abertura comercial e tampouco influências ocidentais. Você pode lê-lo aqui.

Wong Kar-Wai é um dos diretores mais famosos internacionalmente por seu trabalho, tendo, inclusive, ganho premiações do Festival de Cannes. Seus filmes, marcados por cores vivas, são fortemente voltados à análise da psicologia feminina e à representação das vidas dos trabalhadores aparentemente simples e comuns que, no entanto, têm suas complexidades internas. Confira um trecho de Amores Expressos, sua obra-prima:

 

 

Chegando em Hong Kong através do Star Ferry

 

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Chega-se em Hong Kong pagando barato e apreciando suas paisagens

 

Já estava na hora de falarmos sobre pontos turísticos! A Star Ferry é uma empresa que presta serviços disponibilizando balsas a passageiros que vêm para Hong Kong. O trajeto de balsa pode, ele próprio, ser caracterizado como uma atração turística em Hong Kong. Suas rotas principais transportam passageiros através do Porto de Victoria, entre a ilha de Hong Kong e Kowloon. O serviço é operado pela “Star” Ferry Company, que foi fundada em 1888 como Kowloon Ferry Company, e adotou seu nome atual em 1898.

A frota de doze balsas opera duas rotas em todo o porto, transportando mais de 70 mil passageiros por dia, ou 26 milhões por ano. Mesmo que o porto seja atravessado por túneis ferroviários e rodoviários, o Star Ferry continua a fornecer um modo barato de passagem do porto. Esse é um dos destaques da viagem pelo Ferry: é extremamente barato!

 

Victoria Peak: o ponto mais alto de Hong Kong

 

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A bela perspectiva através da montanha

 

Victoria Peak é uma montanha gigante em Hong Kong, com altitude de 552 m (1.811 pés), e é, literalmente, um dos maiores pontos turísticos da ilha (se não for o maior). É também conhecida como Monte Austin e, localmente, como The Peak. A montanha está localizada na metade ocidental da Ilha de Hong Kong.

Victoria Peak é ocupada por uma instalação de telecomunicações de rádio e é fechada ao público. No entanto, a área envolvente dos parques públicos e terrenos residenciais de alto valor (possui o metro quadrado mais caro do mundo) é a área que é normalmente indicada como The Peak. É uma atração turística que oferece vistas sobre a parte central de Hong Kong, o Porto de Vitória e as ilhas vizinhas.

 

O Grande Buda

 

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O grande Buda é um dos maiores pontos turísticos de Hong Kong

 

Tian Tan Buddha, também conhecido como o Grande Buda, é uma grande estátua de bronze em Ngong Ping, Lantau, Hong Kong (equivalente, de certa forma, ao nosso Cristo Redentor). A estátua está próxima ao Monastério Po Lin e simboliza a relação harmoniosa entre o homem e a natureza, as pessoas e a religião. É o principal centro de budismo em Hong Kong e também uma atração turística muito famosa.

A visita é ideal com a ida através do teleférico; opte pelo modelo com chão de vidro, que dá emoção ao passeio. Na ida contemple a natureza. Visite a escultura principal (Big Buddha), porém visite os demais templos que o local possui. É ideal para um passeio de 4 horas; programe-se para isso. O local conta com infraestrutura de lanchonetes, restaurantes e lojas. O grande Buda talvez seja a atração mais impressionante da cidade.

 

E aí, o que acha de visitar uma das regiões responsáveis pelo elevado crescimento econômico chinês? Você já sabe o que fazer na região e por que a cultura de lá tem um valor enorme! Aproveite e considere passar por Hong Kong na próxima viagem à China.

Entre em contato conosco, tire suas dúvidas, seu visto chinês e boa viagem!

 

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Por Rafael Queiroz Alves

Fontes: BBC, Trip Advisor, ONU, Youtube, China Vistos

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