China – Dicas úteis para viajantes

China – Dicas úteis para viajantes

A China é um dos países mais ricos no que diz respeito a cultura milenar, além de possuir 48 locais tombados pela UNESCO, como Patrimônios da Humanidade. Somente a Itália possui mais patrimônios nomeados que a China.
Todos os holofotes do mundo econômico e do turismo estão voltados para cá. No caso do turismo, a China quer atrair o mundo com intuito de mostrar o que eles têm de tradição, mas em especial de modernidade e tecnologia. Sobre a muralha da China, todos já ouviram falar. Mas sobre o metrô de Xangai ou os milhares de quilômetros de linhas férreas com trens de altíssima velocidade, ainda tem muitos ocidentais que nem imaginam.

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Guerreiros de Xi’an ou Exército de Terracota – um dos Patrimônios da Humanidade pela UNESCO na China.
Se o seu plano para as próximas férias é vir conhecer as terras de Mao, acho interessante você saber de algumas coisas que podem facilitar a sua estada e até salvar de situações difíceis.
Agora, se seu plano é mudar para a China, ser um expatriado ou estudante estrangeiro aqui, esse artigo também é de seu interesse, pois um dia você vai chegar. E até se adaptar, toda ajuda é bem vinda. Acredite!
É possível?
Claro que é. Você vai comer bem (mas precisa saber escolher), vai se locomover (mas precisa de algum suporte), vai se divertir (mas precisa tomar alguns cuidados), vai se sentir frustrado e muitas com raiva e se perguntar o que está fazendo aqui (mas, depois que passa a gente ri) e no final, vai amar sua aventura e tenho certeza: vai querer voltar!
Primeira providência: cabeça e coração abertos!
Já escrevi esse ‘conselho’ em centenas de artigos que publiquei aqui e no meu blog, mas nunca é demais reforçar.
Quando se decide vir para a China, você precisa ter consciência que os valores são outros, a cultura é outra, o idioma é incompreensível, a linguagem corporal é diferente, você é um visitante e deve aceitar o que seu anfitrião tem para oferecer. E o mais importante: não adianta querer mudar. Você está de passagem.

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Aqui cuspir no chão não é falta de educação e as crianças andam sem fralda, com a bundinha de fora, sem o menor constrangimento. Para eles, esquisito é não colocar para fora o que seu corpo pede e abraçar e beijar todo mundo que se encontra pela rua ou tocar uns aos outros. Esquisito é a gente gostar de ficar bronzeada e não tomar água quente.
Portanto, desfrute da experiência única de conhecer uma cultura tão diferente da nossa. As coisas que não gostar, anote no seu diário de viagem, mas não deixe de aproveitar cada minuto da sua estada por conta disso.
Primeiros socorros
Claro que medicamentos de uso pessoal e sem contra-indicação todos devemos ter na mala em qualquer tipo de viagem. Mas na China isso é mais importante ainda. Além de ser quase impossível você se explicar numa farmácia local, não são todas que possuem estoque de medicamentos que estamos acostumados. Então um relaxante muscular, anti-térmico, alguma coisa para dor, anti-inflamatório etc, sempre te deixará mais seguro.
Muitas pessoas sofrem com a alimentação e acabam ficando indispostas, mas na maioria das vezes é por conta do tempero, da maneira de cozinhar, do excesso de gordura, algo que nossa fármacia de viajante poderá suprir.
Outra coisa é ter um seguro saúde. Se algum problema acontecer, imagine você num hospital chinês onde ninguém fala inglês? Só o desespero vai te deixar mais doente. A solução é buscar um hospital internacional, que há vários por aqui, principalmente nas grandes cidades. Mas eles são caros, muito caros mesmo! E aí uma passadinha na emergência para um atendimento básico, um raio-x e receber medicação pode te custar mil dólares, brincando.
Na bolsa de mão
Isso também pode parecer meio óbvio, mas é essencial. Carregue muito lenços de papel, lenços umedecidos e gel de limpeza. Existem lugares que são bem sujos e nem sempre você vai conseguir lavar as mãos adequadamente.
Outro ponto importante é que os banheiros quase nunca possuem papel higiênico, e nos locais públicos e pontos turísticos, a maioria é de agachar. Hoje, em cidades como Xangai é um pouco mais fácil encontrar vasos ocidentais nos banheiros, mas não é uma regra.

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Banheiro chinês. Realidade que o turista terá que encarar!
Em termos de documento, o que você precisa é seu passaporte. Pode ser uma cópia também, não só da página principal, mas da página do visto chinês (imprenscidível).
VPN – Virtual Private Network
Isso é uma rede privada que vai te permitir acesso irrestrito a sites bloqueados na China. Sem isso não será possível acessar Facebook, Instagram, YouTube e tantos outros sites que podem estar bloqueados por conta de uma palavra chave ou um tópico específico.
Mas o mais complicado disso é que o Google é completamente bloqueado também, incluindo seus serviços como o ‘Gmail’. E vamos combinar que o ‘Google Translate’ é um dos aplicativos que mais vão te ajudar desse lado do mundo! Sem o VPN você não conseguirá acessar seu e-mail pessoal, se for um Gmail.
Existem vários VPNs no mercado. Os mais conhecidos são o Astrill e o Strong VPN (ao menos para mim). No celular (smartphone) uso o VPN Express, que é vendido por cotas (você não precisa de assinatura anual, como nos demais) e assim, você compra só o que for precisar para sua estada. E faça isso antes de chegar, pois aqui não conseguirá acessar o site de compra deles.
Aplicativos
Uma outra coisa que sempre escrevo é que smartphone aqui é questão de sobrevivência. Eu tenho um Iphone, mas qualquer um vai te ajudar bastante no dia a dia. Um Ipad ou outro tablet também. Geralmente qualquer café ou shopping oferece serviço de wi-fi gratuito. Então, na hora do sufoco, entre em um e se encontre!
Mas também existem aplicativos que você baixa e eles funcionam mesmo sem acesso a net. E aí, recomendo baixar todos que poderão te ajudar: Google Translator, os de mapas de metrô da cidades que for visitar, algum dicionário chinês-inglês, caso o VPN não funcione. E na loja da Apple, ao menos, há muitas opções de guias turísticos ‘de bolso’. Um dos que uso bastante é o ‘Maps and Walks’: ele nos dá sugestões de passeios a pé pela cidade em questão. Já usei os de Xangai, Pequim, Xi’an, Suzhou – cada cidade tem seu próprio app. Nesse link tem algumas sugestões básicas para te ajudar na escolha.

Endereço em mandarim
Isso é quase mais importante que carregar o passaporte. Logo que chegue no seu hotel, peça um cartão com endereço em mandarim (isso se eles não lhe derem junto com a chave). Sem ele fica quase impossível pegar um táxi e explicar onde você quer ir.
Os chineses não aprendem a ler em ‘pinyin’ – escrita romanizada do mandarim, principalmente os mais velhos. Só entendem como escrita os caracteres e não adianta chorar. Da mesma forma que você não lê aquele monte de risquinhos, eles não entendem os nossos montes de curvinhas. Simples assim.

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Alguns aplicativos te mostram o endereço assim, o que substitui os cartões de visita. Reparem no canto superior direito da foto, o sinal do VPN, que é a única maneira de termos acesso aos sites bloqueados.
Também não dá muito resultado falar o nome ocidental dos locais, pois o chinês não tem nem idéia do que é. Um exemplo básico é o McDonald’s ou Carrefour, que em mandarim (usando o pinyin) é ‘mài dàng láo’ e ‘jiā lè fú’ respectivamente. Mas o que eles vão conseguir entender mesmo é se você mostrar 麦当劳 e 家乐福.
Por isso os app de localização e endereços são essenciais ou os bons e velhos cartões de visita que todos possuem por aqui: de restaurantes, lojas, hospitais e até mesmo com nosso próprio endereço.

E, por mais estranho que possa parecer, fotografias são uma boa estratégia para encontrar as coisas. Linguagem universal!

Agora é só aproveitar
Com essas dicas, agora é só fechar as malas e descobrir esse pedaço do mundo que se chama China!
Boa viagem!

Christine Marote
Fonte: http://chinanaminhavida.com